4 de fevereiro de 2008

Aniversário de minha mãe

D. Meire, mulher lutadora desde sua infância. Única mulher entre vários irmãos, desde cedo aprendeu o que significa o duro labor para a sobrevivência. Ajudando a cuidar dos irmãos menores, vendendo leite de casa em casa, cooperando com minha avé nas responsabilidades da casa, minha mãe acabou ganhando dores nas costas e no corpo que a acompanham até hoje.
Ao lado de meu pai, Sr. Dibo, mamãe sempre foi a esposa cuidadora do lar. Tiveram quatro filhos dos quais eu sou o terceiro, e deram o melhor que puderam a todos nós. Todos se formaram e são independentes na vida. Mamãe sempre agiu como a mãe árabe pronta a nos ajudar e a nos 'alimentar' muito bem.
Mãezinha, hoje, a senhora completa mais um ano de vida. Quando eu olho para trás e me recordo de meus anos ao seu lado, só tenho motivos de gratidão a Deus. Nunca me senti desamparado. Nunca fiquei sem ter com quem conversar, porque a senhora estava sempre ali, pronta a me ouvir. Mesmo quando eu falava do que tinha aprendido nas aulas da escola. Aliás, foi assim que a senhora acabou descobrindo a importância do teste da mama e foi se tratar. Me lembro com risos quando aprendi sobre os tipos de sangue e tentei furar o seu dedo para analisar o seu tipo sanguíneo... Hoje é hilário mas no dia a senhora não gostou nada disso não...
Seus filhos cresceram e saíram de casa. Hoje a senhora está sozinha ao lado do papai que não é mais aquele homem independente e forte que lhe provia todas as coisas. A senhora está ali, corajosamente enfrentando o tempo que vem e não se vai. Dia a dia, remédios após remédios, e a senhora está firme, confiando em Deus.
Mamãe, eu teria não um artigo a lhe escrever mas um livro. O livro de minha própria vida. Hoje um ano a mais foi completado e outro se inicia, e com ele a esperança de que em Deus colocamos nossa confiança total. NEle nos movemos, vivemos e morremos. DEle vem a força para enfrentar o dia a dia e a alegria de viver.
Mãe, obrigado por mais um ano de vida. Obrigado pelo seu amor e apego à família. Obrigado por ter cuidado de mim de forma tão comprometida e me liberado aos 17 anos para eu "estudar fora". Agora, quando olho para trás e me lembro de meu tempo ao seu lado, só tenho a lhe dizer: a senhora não foi só importante, mas fundamental na minha formação como homem e como cristão. Deus a recompense e saiba que seu esforço valeu a pena.
Beijos.

Um comentário:

zé disse...

Um texto maravilhoso Antonio,faça-o chegar até ela.

Youssef